Danos nos pneus

Nenhum ferida ou deformação deve ser descuidada. Qualquer manifestação anormal (deformação do flanco ou na banda de rolamento, cortes profundos, roturas, vibrações, desvios súbitos do veículo, etc) deve ser objecto de um exame. O diagnóstico permitirá verificar se o pneu é reparável ou não.
Desgaste anormal rápido
Identifica-se pelas estrias visíveis na banda de rolamento e pelas rebarbas, mais ou menos pronunciadas, nas arestas num dos lados dos tacos, provocadas por rodagem com arrastamento transversal.
Causa(s) prováveis:
- Paralelismo incorrecto dos pneus, dianteiros ou traseiros
- Paralelismo incorrecto entre eixos
Conselhos:
- Controlar e corrigir o paralelismo, na correcção há que ter em conta a forma de desgaste e as características próprias do veículo.
- Verificar os órgãos de suspensão e de direcção
Desgaste no centro
Identifica-se por um desgaste mais pronunciado no centro da banda de rolamento
Causa(s) prováveis:
- Pressão de enchimento excessiva
- Pressão não adaptada a utilização
Conselhos:
- Vigiar as pressões de enchimento em frio
- Insuflar às pressões recomendadas pelo fabricante e adaptadas às condições de utilização
Desgaste nos ombros
Identifica-se através de um desgaste mais pronunciado nos ombros da banda de rolamento.
Causa(s) prováveis:
- Pressão de enchimento insuficiente
- Utilização em sobrecarga
Conselhos:
- Vigiar as pressões de enchimento em frio e adaptá-las às condições de utilização
- Respeitar a capacidade de carga máxima por pneu
- Eliminar possíveis fugas de ar
Desgaste irregular
Desgastes com frequência difíceis de definir: oblíquos, em forma de ondas, facetas…
Causa(s) prováveis:
- Desajustes ou folgas nos órgãos de suspensão ou direcção
- Desequilíbrios nos conjuntos rolantes
- Montagens incorrectas
- Montagens duplas incorrectas
- Anomalia no sistema de travagem
- Pressões insuficientes
Conselhos:
- Verificar a mecânica e a geometria dos eixos (suspensão, direcção e travões)
- Verificar a montagem, o equilíbrio e as pressões dos pneus
- Se possível, permutar os pneus
Separação entre lonas de cima
Localizadas ou generalizadas, devem-se normalmente a um aquecimento excessivo produzido por flexões anormais, que podem originar a degradação dos constituintes e manifestarem-se posteriormente por uma separação. Também se produz por uma degradação dos constituintes por causas externas (geralmente oxidação das lonas).
Causa(s) prováveis:
- Rodagem com pressão insuficiente
- Utilização em sobrecarga
- Pneus que não respeitem as especificações do construtor do veículo
- Manutenção deficiente
- Cortes, feridas ou outros danos que alcancem as lonas de cima
Conselhos:
- Verificar regularmente as pressões em frio
- Respeitar as especificações do construtor (pressão, ind. Carga, ind. de Velocidade)
- Utilizar sempre um tampão de válvula de tipo hermético
- Nunca retirar ar dos pneus em viagem
- Examinar todos os pneus do veículo
- Reparar as feridas e furos com métodos recomendados pelos fabricantes
- Verificar regularmente o estado dos pneus
Ruptura por choque
Quando um pneu choca contra um obstáculo, sofre tensões excessivas provocadas pelas deformações, que podem ocasionar uma rotura localizada da carcaça. As consequências podem não ser imediatas e nem sempre são visíveis exteriormente. A rodagem pode agravar o dano e manifestar-se por uma rotura com uma perda instantânea do ar.
Causa(s) prováveis:
- Choque com obstáculos
- Choque com buracos
Conselhos:
- Mudar o pneu e verificar o estado da jante
Consequências de uma pressão insuficiente
A pressão insuficiente implica em flexões excessivas do pneu, provocando um aquecimento anormal e degradações irreversíveis. As manifestações e consequências provocadas por pressões insuficientes podem apresentar-se nas seguintes formas:







